Com Proteção

Novembro 25th, 2008

Notebook com capa protetora não pega vírus?


Sunrise to Sunset

Novembro 11th, 2008

I can’t forget, from sunrise to sunset
Those bright times that are never coming back
And the messy and busy days ahead
They just make me regret
How glorious and colourfull they could be
If we were still close like that

There would be plans and perspective
And we would gladly laught
But now it’s just worries and fears
And no good place to lay back
So every hour and every breath I regret
The cursed but beatiful day that we met

This one and each day since that
I try and work and play endless
Just trying to make my head let
And still not found a thing good enough
Just the right amount to forget
That it’s still in me from sunrise to sunset


Tossia

Outubro 16th, 2008

Sentado no escuro de sua casa, em sua bem gasta poltrona marrom e coberto com uma manta vermelha, a única coisa que diferenciava o ambiente de uma foto era aquele barulho seco e arranhado: ele tossia. Entre as estantes estáticas forradas de livros até o teto, sobre o chão inerte coberto de carpete manchado, a única coisa que trazia vida ao ambiente era o ruído grave e trêmulo: ele tossia. Seus olhos estavam vidrados, seus músculos dormentes e até seu cabelo parecia ter parado de crescer, mas uma força ardida empurrava insistente e insesantemente do lado de dentro do seu peito: ele tossia. O ar estava parado e não havia sequer o bater de asas de um inseto que criasse movimento no ambiente, até que as ondas curtas e fortes de ar misturado com saliva rompiam. Mas então seus olhos se arregalaram e seus músculos da face se contraíram numa coisa que aparentava felicidade e desespero, raiva e descoberta. E ficou assim. Agora ele não mais tossia.


Espumante

Outubro 9th, 2008

Apesar da tristeza, estou abrindo um espumante. É daqueles vagabundos, que a empresa coloca na cesta de natal. Estava guardando pra uma ocasião especial, mas a qualidade talvez seja mais adequada pra uma situação como essa. Preciso beber. Pra esquecer, como fazem os derrotados, os traídos, os incompreendidos e não correspondidos.

Começo a despir com bastante calma a garrafa, mantendo praticamente intacto o rótulo onde se lê “meio-doce”. Desenrolo o arame e puxo a rolha com a mão fechada. A rolha me olha frustrada, como se eu tivesse lhe tirado seu único momento de glória na vida: após diversos meses aguardando pacientemente, ela queria voar. Jogo longe, mas sinto que não era bem isso. Levanto, caminho até ela no chão e a trago de volta para dividirmos sua decepção.

Volto para a espumante. Não havia mais aquela fumaça que sai da garrafa recém aberta, apenas o ruído efervescente chiando baixinho, o que me faz perceber o silêncio que me cerca. Empunho a garrafa e e viro rapidamente o líquido que entra pela minha boca, nariz e escorre pelo pescoço, do lado de dentro e do lado de fora. Encharcado e com gosto “meio-doce” na boca, eu me sinto ridículo.

Enquanto ainda tento calcular qual metade bebi e qual babei, chega a mensagem no celular. O peito aperta. Preciso beber. Até minha racionalidade parar de me chamar de idiota, até me sentir em paz. Qual o lugar mais próximo onde eu consigo uma garrafa de vodka?


O Iphone da Claro

Agosto 28th, 2008

Fui um do manés que colocou o nome na lista de interessados no site da Claro. Ontem recebi uma ligação deles dizendo que a Claro é a empresa mais legal do Brasil porque foram os primeiros a fechar contrato com a Apple para distribuição nacional do aparelho e que pela módica quantia de R$100 (cem dinheiros brasileiros) eu poderia reservar o meu aparelho. Aí comecei a perguntar:

- Mas qual vai ser o valor final do aparelho?
- Não temos essa informação ainda, senhor.

- Tá e quando receberia o aparelho, caso reserve?
- Também não sabemos informar ainda, senhor.

- Ok… Mas eu posso transferir a minha reserva pra um amigo se os valores e planos não me agradarem?
- Hum… só um minuto senhor.

(3 minutos depois…)
- Mais um minuto, senhor

(4 minutos depois daqueles 3)
- Não temos essa informação, senhor

- Tá, mas se eu desistir da minha reserva, recebo meus cem reais de volta?
- Não sei, preciso verificar, só um minuto senhor.

(5 minutos depois)
- Mais um minuto, senhor

(2 minutos depois)
- Sim, recebe.

Pensei, pensei e pensei (nem tanto assim, porque levou só uns 5 segundos) que na mais otimista das hipóteses, eu teria que perder umas 3 horas da minha vida em uma loja Claro pra conseguir o reembolso.

- Não, obrigado. Vou abrir mão da minha reserva.


Andando na rua…

Agosto 6th, 2008

… olhei pro céu. Estava cinza, bem escuro, mas ainda eram duas da tarde. “Vai chover profissionalmente”, pensei comigo. E comecei a lembrar que tinha deixado a janela de um dos quartos de casa aberta. E comecei a me corroer de ódio, por mim, pela minha burrice e senti falta de uma habilidade que aparentemente é bem comum, mas não tenho: o olfato apurado.

Mais de uma vez ouvi as pessoas dizerem que “o ar está com cheiro de chuva”. Isso antes de chover. Sempre achei bem ridículo se levarmos em conta que:
A) Uma das propriedades da água é não ter cheiro
B) Chuva É água

Na minha cabeça isso não encaixa. Mas normalmente essas pessoas estavam certas. “Deve ser algum truque”, eu pensava. Mas com o tempo me conformei que simplesmente alguns humanos tem o olfato tão poderoso a ponto de sentir o cheiro de uma coisa feita com matéria-prima que não tem cheiro. Se não entendo, não é porque necessariamente não funciona.

Saí da rua e entrei no metrô. Compro o bilhete, atravesso a catraca, espero um pouco o trem chegar. Veio rápido. Calculo a escada que eu vou pegar quando descer e escolho um vagão que me deixará bem próximo. Abriu a porta e logo ao entrar sou agredido por um dos odores mais horríveis que já senti na vida. Era uma hecatombe olfativa. Eu olhava envolta e todos estavam verdes.

Nesse momento, me senti um privilegiado por não ser uma das pessoas que consegue sentir o cheiro da chuva. Seria bem pior.


Pouco social, mas não intencional

Agosto 5th, 2008

Insônia de carnaval. Mas não é legal. Tempo livre que me faz mal, como a água do mar com gosto de sal. Na minha vida isso é coisa muito normal. Pareço um otário me achando o tal, rotulando quem é indie e quem é do metal, deixando barba pra pagar de intelectual e falando um monte de merda que vai contra a minha própria moral. Tudo isso só pra parecer legal. Mas não funciona e me mostro sacal. Me escondo da luz como um chacal e mostro na noite, quando todo mundo é imoral. A distância entre meu ego e superego é abissal, mas o ID eu deixo como deve ser, natural. As explicações da psicanálise fazem mais sentido que as do universo astral. Essa é mais uma daquelas minhas avaliações descomprometidas, bem superficial. Como aquelas que se vende em qualquer esquina, bem banal. Ou como os conselhos enlatados desse bando de guru bossal, vendendo a solução universal. “Falar em público”, “vender seu peixe”, “marketing pessoal”. Um bando de ovelhinhas repetindo pseudo-fórmulas de felicidade como em um coral. Enfia logo uma bala na cabeça e joga o corpo no lamaçal. Ou enterra no quintal, no milharal, no cafezal. Joga em um rio cheio de piranhas no pantanal. Decidir o que fazer com uma carcaça podre é muito casual.


White & Nerdy

Junho 12th, 2008



White & Nerdy from waymoby on Vimeo.


Por todas as minhas vidas

Junho 4th, 2008

Certa vez eu li sobre uma teoria elaborada por um desses caras malucos de física quântica que dizia que não existe apenas uma realidade, mas sim uma série de universos paralelos que se dividiam a cada ação ou decisão. Como se ao decidir qual seria o meu jantar hoje, a minha atual realidade virou duas: uma que foi pra esquerda comer hamburguer e outra que foi para a direira comer salada. E assim, vão se criando múltiplas realidades paralelas, ad infinitum.

Lembrei dessa teoria enquanto esperava o meu hamburguer lendo uma outra matéria, sobre a teoria das cordas, ou supercordas, que tinha alguma relação com essa outra teoria do múltiplos mundos. Pra se ter uma idéia bem rasa, a teoria é baseada na hipótese da existência de um nível sub-quantico que explicaria TUDO, o que torna o assunto extremamente nerd e totalmente fora do foco do que eu quero escrever.

Mas o que fez relevante a lembrança desse assunto, foi o ato de tomar decisões. Fazemos isso o tempo todo, por reflexo na maioria das vezes, mas chegam alguns momentos que esse processo parece penoso e sofrido. Normalmente é quando envolve grandes perdas e ganhos de ambos os lados, em coisas tão subjetivas e imprecisas que o exercício de medi-las é desgastante e improdutivo.

Acabei por pensar que talvez todas as pessoas pudessem colocar menos peso nessas decisões. Afinal, acertando ou errando, em alguma das duas dimensões você vai se dar bem. Isso seria um alívio. Ou, pensando melhor, um eterno tormento. Porque em alguma realidade você também está se dando mal. Talvez seja isso o que o tal do Yin & Yang quer dizer no final das contas.

Comecei a pensar em algumas ações da minha vida. Todas. Quando eu era mais novo eu fazia bastante coisa idiota. Queria saber: como ficou o cara da outra dimensão que não fez coisas idiotas na infância? Ou quantas versões alternativas minha já morreram? Quantas ficaram ricas, ou pobres? Será que a maioria é feliz ou triste? Inteligente ou burra? Pode até parecer paranóia pura, mas eu consigo imaginar no exato momento da escolha de cada palavra que estou escrevendo agora, a minha realidade se desdobrando, se multiplicando. Fico imaginando o desfecho do texto em cada uma delas. E provavelmente em uma outra realidade tem um Renato escrevendo e não imaginando nada.

Queria chegar a alguma conclusão inteligente e bem humorada sobre esse processo bem chato que muita gente à minha volta está passando, de escolher um caminho e deixar o outro para ser vivido por uma realidade paralela. Algo que eu pudesse dizer para as pessoas com a maior arrogância do mundo e ainda assim elas iriam comprar e acreditar e revender. E isso as fizesse se sentir bem, e decidir sem medo de não ter volta. Aqui eu não consegui. Mas tenho certeza que em alguma outra realidade eu tive sucesso. Onde quer eu esteja com essa idéia pronta, parabéns para mim.


Me(i)a Culpa ( ou meia-desculpa aos Propagandistas Farmacêuticos )

Maio 23rd, 2008

É, fiz merda. Fiz e publiquei. E publiquei em um site com conteúdo indexável pelo Google. Quer sentir o cheiro? Clique aqui.

O reconhecimento do meu erro não foi gratuito, ninguém funciona assim. Ele nasceu da agressividade dos brilhantes comentaristas anônimos da internet. Essas pessoas, pessoalmente ofendidas com meu texto, resolveram que eu merecia ser ofendido de volta e assim o fizeram. E isso me fez reavaliar o meu texto e minhas opiniões. Mas enquanto elas me ofendiam, usavam português sofrível e nenhuma argumentação. E isso só reforçou algumas coisas que eu havia percebido.

Eu errei…

Eu fui muito agressivo no título e coloquei algumas (talvez um pouco mais do que “algumas”) pitadas de sarcasmo nas minhas observações. E fiz isso em um ambiente acessível a qualquer pessoa que possua acesso a internet. E fiz tudo isso com bastante emoção, por estar pessoalmente envolvido com o assunto. Admito que fiz uma coisa errada ao criticar uma “classe profissional” como um todo, generalizando, o que é tão produtivo quanto dizer que todos os políticos são corruptos. Foi equivocado e estúpido.

…mas tenho a minha quota de razão

Depois de receber muitos comentários agressivos, resolvi que devia reler meu texto. E relendo, eu percebi tudo isso que escrevi acima e me desculpei, mas também percebi que meu argumento pode estar cheio de emoção, mas está muito bem balanceado de razão. Tudo o que foi descrito ali, são coisas que eu vi, que eu presenciei. Me incomodavam como paciente e eu ainda acho errado como profissional de marketing. Atrapalhar o atendimento médico para fazer propaganda é errado e ponto. Isso sem considerar o próprio prejuízo de imagem do laboratório uma vez que não vi nenhum paciente feliz em esperar mais um pouco pra ser atendido enquanto acontecia o “reclame”.

O último comentarista até o momento disse o seguinte:
“Procure falar bem e fazer o bem. Isso ocupa o tempo e gera conhecimento….”

Pois me sinto no dever de alertar o meu leitor de alcunha “Não Interessa” que só fala bem de qualquer coisa quem quer agradar todo mundo. E desse tipo de gente que se deve ter medo.

Mas nem tudo está perdido!

Existem outras maneiras de se fazer essa abordagem e já tem laboratório investindo nisso. Frequentei um workshop onde um profissional de marketing de laboratório apresentava um case em que foi montado um sistema (que ainda estava em fase experimental) onde essa abordagem era feita pela internet, em data e horário agendados pelo médico. O sistema tinha mecanismo de conversa por voz e vídeo entre o médico e propagandista, além de uma interface rica com animações e vários artigos sobre o medicamento para download. Ponto pra eles. Espero que isso funcione e os outros laboratórios copiem. Vai ser bom pra todo mundo. Os médicos estudarão o material com calma, na hora que eles tem disponível para isso, os propagandistas farão mais atendimentos e menos deslocamentos e os hospitais e clínicas conseguirão atender mais pessoas com a mesma estrutura.

Hora da diversão

Abaixo, a lista de frases que recebi e mais gostei, seguidas pelos seus autores. Todos estão do jeito que recebi:

“Não sei qual deficiência você teve (ou tem) mas a julgar pela sua opinião, deve ser mental.” - Marco Braga

“Você deveria procurar ajuda psicológica para superar o trauma de fazer parte do grupo de regeitados pela indústria farmacêutica.” - Augusto

“SEU CHUCRO FILHO DUMA PUTA O DIA QUE VC ESTIVER PASSANDO FOME E FOR PEDIR UM EMPREGO VAI SER DE GARI SEU IMBECIL DUMA PUTA……….
APRENDA QUE A NOSSA VIDA É UMA ESCOLA E NADA É INVÃO………….COM CERTEZA VC DEVE SER UM CARA CHUCRO E IMBECIL SEU OTARIO” - La…

“Que pena que você é apenas um infeliz desocupado. Procure falar bem e fazer o bem. Isso ocupa o tempo e gera conhecimento….” - Nem Interessa

Me abrace ou me chute

Como sempre, o espaço abaixo é para comentários e eu aceito todos, até o mal escritos e ofesivos. Mas estou mais aberto a discussões educadas e bem argumentadas sobre esse tipo de abordagem. Se alguém me convencer de que estou errado e esse é o melhor jeito para se fazer isso volto aqui e escrevo outro texto, como agora. Mas acho que esse assunto morreu.


A Cabeleleira: Porque não terminei e não vou terminar

Maio 23rd, 2008

Sim, eu enrolei pra valer. Mas precisa acabar. E eu ia terminar. Do jeito que eu tinha pensado desde o começo. Rápido, simples, indolor. Mas vai acabar por motivos totalmente externos ao texto. Agora é a parte que eu coloco dois pontos e explico o motivo a seguir:

A porcaria do texto estava ficando extremamente parecido ao começo do filme “O Homem do Ano”, baseado num livro (que eu não li, mas quem sabe um dia) de título “O matador”. Sim, eu já tinha visto o filme antes de começar o texto. Não, não copiei de propósito. Simplesmente saiu daquele jeito e quando fui rever o filme algumas semanas atrás, fiz a associação instantânea.

Por isso, essa história morre assim, sem final ficcional. Que nem o desenho Caverna do Dragão.


Eu Prometo

Maio 7th, 2008

Ela me faz prometer coisas. Coisas inocentes, coisas importantes, várias coisas. Eu prometo, sempre, sem medo de cumprir, por mais absurdo que seja.

Ela gosta de me ouvir dizer “eu prometo”, diz que a faz ter certeza. Ela gosta da imutabilidade segura das certezas. Eu prefiro a diversidade da dúvida, mas tenho que admitir que estou viciado em fazê-la ter certeza. O sorriso que ela solta, o olhar aberto, o abraço apertado seguido daquele beijo sonoro na bochecha; tudo isso me faz sentir como se fosse o maior homem do mundo.

Se tem uma certeza que eu gostaria de ter, é dizer “eu prometo” pra ela por todos os dias da minha vida. Convivo com a dúvida, mas sonho com a certeza. Eu prometo.


Como um video game

Abril 17th, 2008

As bombas soltas quicavam, quicavam, quicavam e explodiam. Então, um tremor e a parede cai. Inesperado. Algo que eu não deveria ver se revela. Estátuas enfileiradas, estáticas. Mas não todas. Havia algo vivo, em duas delas, as mais baixas. Perceberam, foram descobertas. Se entreolham por um segundo e abandonam a imobilidade, rolando, pulando. Fogem covardemente para um buraco, revelando o esconderijo de toda uma população maligna. Me enchi de coragem. O fim estava próximo para aqueles parasitas.


Coisa boa, coisa certa

Março 1st, 2008

Quando a coisa é boa me desperta. Como aquela menina que me deixa de boca aberta. É bonita, é carinhosa, é esperta. É a mulher certa.


Como me encontram nos buscadores

Fevereiro 19th, 2008

Antes tarde do que nunca. Janeiro de 2008.

Top 20 of 388 Total Search Strings
# Hits Search String
1 107 13.70% boxe
2 29 3.71% modelos de cortinas
3 10 1.28% renato müller
4 9 1.15% macho pelado
5 8 1.02% bandagem boxe
6 7 0.90% bandagem de boxe
7 7 0.90% porno ativo
8 7 0.90% versinhos
9 7 0.90% videos de anus
10 6 0.77% com quem eu me pareço
11 6 0.77% o video mais engraçado do mundo
12 6 0.77% renato m%c3%bcller
13 6 0.77% renato muller
14 5 0.64% como colocar bandagem
15 5 0.64% como colocar bandagem boxe
16 5 0.64% homenagem a cidade de s%c3%a3o paulo
17 5 0.64% metr%c3%b4 de sampa
18 5 0.64% muller gostosas
19 5 0.64% propagandista farmaceutico
20 4 0.51% bandagem everlast


De novo não…

Fevereiro 14th, 2008

Ronaldo, logo após última lesão

De novo sim, infelizmente. Ronaldo Fenômeno, o melhor atacante que eu vi jogar, rompeu o tendão patelar, que fica no joelho. Só me resta torcer, por um dos caras mais geniais com a bola nos pés. Ele já passou por isso uma vez, vai ter força pra superar novamente. Com 31 anos, a pergunta se ele para ou continua é normal. E ele também deve estar se perguntando. Eu acho que o cara é tão acima do nível geral que com 2 joelhos ruins ainda é o melhor do mundo e deve voltar a joghar em alto nível. Mas essa é uma decisão dele, e deve ser uma bosta passar 3 anos da vida fazendo fisioterapia.
O que eu achei mais curioso disso tudo, é que ele e o Guga estão passando por coisas parecidas ao mesmo tempo. O Guga encerrou a carreira, por “não conseguir mais jogar”. E o Ronaldo sofre uma lesão das mais sérias possíveis no mesmo dia. Pior que isso, foi descobrir que os caras nasceram no mesmo mês e ano, apenas 12 dias de diferença. Os dois são referências de esporte, foram os melhores do mundo quando estavam em forma. Além disso, os dois são muito admirados dentro e fora do esporte, muito queridos pr todos. Faz pensar que esse lance de astrologia talvez tenha algum fundamento.


O que eu quero?

Fevereiro 13th, 2008

Hoje o Mercado Livre me mandou um e-mail. “Renato, é isso que você quer?”, dizia o assunto. Abri, mas nada me interessou. Pensei em responder algo na linha do “Bom dia, não é exatamente isso que eu quero, na verdade eu gostaria de…”. Nessas reticências minha cabeça parou por algo que parecia ser uns 30 segundos e meus olhos se posicionaram no canto superior direito da minha cabeça. O que eu quero?

As primeiras coisas que vieram à minha cabeça foram músicas sobre o querer. A primeira foi o velho “Rap da Felicidade” que diz “Eu só quero é ser feliz…”. Depois veio o Kid Abelha que dizia “Eu quero você, como eu quero”, seguido pelo Ultraje a Rigor com “Eu quero sexo!”. Vieram outras e outras e outras depois dessas, mas não cabe comentar, só eu entederia. As músicas expressavam vários tipos de necessidade, mas não necessariamente as minhas.

Resolvi perguntar pra Deus. Entrei no Google e digitei: “O que eu quero?”, assim, entre aspas, pra dar mais precisão ao resultado. O primeiro link era pra página de um livro(?): Afinal o Que Eu Quero:
Ter Razão ou Ser Feliz?”
. Argh, brega pra caralho. Porém uma frase me chamou atenção no meio da página: “Quero viver ou durar?”. Pensei, pensei, pensei. Lembrei de um velho ditado que diz que a chama que ilumina mais forte é a que dura menos. Será que realmente tem que escolher entre um e outro?

Continuei passando as páginas, procurando pela resposta, mas a maioria dos resultados eram letras de músicas, inquietações alheias, piadas, muita coisa desconsiderando a interrogação, extremamente importante pra essa busca. Maldito Google. O Yahoo e o MSN também cometeram o mesmo pecado. Acho que vou parar de procurar e começar a responder.


“Cloverfield” ou “O que vou fazer em 08/02/2007″

Janeiro 21st, 2008

Poster de Cloverfield, hospedado do servidor dos outros

Basicamente, um monstro invade manhattan. Me lembrou Godzilla, que é um filme de bosta com uma trilha sonora bacaninha. Mas o que deixa a história interessante, é que fizeram como se fosse a coletânea dos filmes de uma galera que estava no meio da tragédia, com suas máquinas digitais, celulares e dispositivos amadores de filmagem. Pensando um pouco, é meio Godzilla, meio Bruxa de Blair. Nada criativo. Pra piorar, uma das cenas que aparece no trailer parece ter sido ispirada no poster do filme “Fuga de Nova Iorque”. Sim, aquele mesmo que o Kurt Russel é um bandidão que usa um tapa olho e tem a alcunha de Snake Plissken, que é um nome bem maneiro. Passava direto no SBT na minha velha infância.

De qualquer forma, o teaser lançado meses atrás no youtube e o trailer que vi no site do filme hoje me deixaram bastante interessado. O filme foi produzido pelo mesmo produtor de Lost, que faz com que qualquer loser cool tipo weezer queira assistir. E para os mais céticos, o filme foi a maior bilheteria do fim de semana nos EUA. Se nossa bolsa de valores balança de acordo a economia desses babacas, não vejo porque nosso gosto cinematográfico não seguir a mesma linha. Ah, e no IMDb tem relatos de pessoas que sofreram de “motion sickness” com a camera pouco estável do filme. Isso é legal.


Milo Garage

Janeiro 19th, 2008

Prelúdio

Reunião quase família com amigos do colegial. Entre uma fatia e outra de pizza, rolavam alguns “quanto tempo!”, “você viu que fulano trabalha com isso”, “ciclana engravidou 18 vezes” e outros papos padrão de turmas que se encontram pouco. Tudo muito tranquilo, leve, informal. Então surge a proposta do nosso anfitrião:

- Vou pra Milo. Vamo ae?

Essa pergunta normalmente não estimula uma resposta, mas sim outras perguntas: Onde é? O que toca? Quanto custa? Quem vai me dar carona pra casa?

- É na Minas Gerais, pertinho da Angélica. Toca rock e são 5 reais de entrada. Te deixo em casa depois, tranquilo.

Com todas as inquietações que me impediam de curtir a noite resolvidas, saímos.

A Fila

Ainda no carro à caminho, a perspectiva não era das mais animadoras. Fila bem grande pra entrar, mas ainda não tinha aberto. Quase meia-noite e não tinha aberto. Chegamos e mandamos um dos amigos do carro encontrar com outro na fila enquanto estacionávamos. Esses 5 minutos foram tempo suficiente para que essas pessoas entrassem, a fila parasse por lotação da casa, e nós ficássemos no final da fila, do lado de fora. Isso era meia-noite. Na próxima uma hora e meia que ficamos na fila, rolou bastante coisa que não me deixou ficar de saco cheio.

Talvez pela minha imensa aversão e habilidade para evitar filas, não lembrava mais como era pegar fila pra entrar em algum lugar. E fila é um lugar onde tudo pode acontecer. As pessoas estão dispostas a fazer qualquer coisa (qualquer coisa mesmo) só pra não ficar sem fazer nada, apenas esperando. Logo à nossa frente tinha uma turminha de meninas bem novinhas e uma delas falava bem alto pra qualquer ser humano no raio de 300 metros conseguir escutar: “Meu RG é de 90!”. Isso rapidamente atraiu uma turminha de uns caras que deviam ter RGs de 89 e queriam pegar umas menininhas mais novas. Já chegaram oferecendo bebida, Catuaba Selvagem. A garrafa passava de boca em boca num ritual que derrubava qualquer barreira que as pessoas pudessem ter. O papo começou a rolar. Tinha um cara sozinho na fila que se enturmou um pouco com a gente, mas logo depois desapareceu. Vez ou outra eu saia da fila pra pegar uma cerveja e passava por outros cantos da fila pra dar uma olhada no pessoal. Todo mundo bastante indie, bem poser mesmo. Algumas patricinhas, nenhum mauriçola e a cada 20 pessoas uns caras com aparência “default”, por falta de termo mais adequado. Pouco depois de uma hora o Maurício conseguiu um lugar melhor pra gente na fila. Não sei como, não queria saber também. Queria entrar ou ir embora. Nesse outro canto da fila uma menina confessava às amigas que sentia falta da inocência de quando era criança e achava que a tal “cobra” largamente citada nas poesias do axé music era uma simples referência animal. Achei engraçado, mas achei bem besta alguém ter saudade da inocência. É como ter saudade da ignorância. O último fato relevante antes de entrarmos foi uma passagem discreta do vocalista do Cachorro Grande pela fila, só observando e bebendo sua cervejinha. Entramos.

A Balada

Depois que você passa a porta, já está dentro. Parece uma afirmação imbecil, mas lá dentro não tem aquela rotina comum na noite de dar seu nome, telefone errado e e-mail que você quase não usa pra uma pessoa gravar seus dados em uma comanda, ligar perto do seu aniversário e te enviar SPAM. Você entra e acabou, tá dentro. Quer beber ou comer alguma coisa? Cola com algum dinheiro no balcão e será atendido. E os tais R$5 de entrada? No mesmo bar das bebidas, você compra um bilhete de saída. Não se paga pra entrar e sim pra sair. Inteligente. Me lembrou de uma frase que não lembro o autor pra dar crédito: “Você não paga a prostituta pra sair com você. Paga pra depois ela ir embora”.

Voltando ao que interessa, logo que entrei vi uma série de sofás com uma série de gente de pegando, e algumas poucas apenas conversando. Passei pela pista e fui direto pro bar, pegar minha breja e minha saída. E encostado na parede, balançado levemente a cabeça ao som de algum rock dos anos 80, está Derek, vocalista do Sepultura. Vou pra pista encontrar os amigos. O som está bom e encontramos a celebridade número 3 da noite: Xandy, marido da Carla Perez. Ok, assumo, esse não é tão verdade assim, mas os outros dois eram, juro. O fato interessante é além do cara ser bem parecido(estava até usando regata!!!), era a única pessoa que não estava curtinho o som. O som que é bom, pro meu gosto. Fui conhecer o restante da casa, que não é muita coisa. Uma área externa, pra fugir do calor da pista e conversar. Ficamos pouco por lá. Entramos 1:30 e as 3 eu já estava confortavelmente de banho tomado na cama.

Pós-Balada

O único pensamento válido do pós-balada foi em relação ao público do lugar. Nada contra, não tive nenhum problema com ninguém por lá. Mas o pessoal é excessivamente indie/alternativo/bem-diferente-das-pessoas-médias. Demais. Ao cubo. E isso me fez pensar. Não é a primeira vez que eu encontro essa galera, mas eu só vejo gente assim na noite. Ninguém que compra pão na minha padaria é assim. Ia ser legal se alguém fosse lá assim, mas não é. Ou na rua, mesmo, andando, sem compromisso. No cinema, comendo em algum restaurante, jogando bola, pegando metrô. Durante o dia, fora da balada, é como se essas pessoas não existissem. Como se fossem figurantes meramente contratados para criar um clima na noite. A minha dúvida é: pra onde essas pessoas vão durante o dia? Onde elas se escondem que eu simplesmente não as vejo?


Paguei um pau: MacBook Air

Janeiro 16th, 2008

Quer me agradar. Agora você vai descobrir um jeito,com apenas US$1799



Teto

Janeiro 8th, 2008

Os tetos dos apartamentos são bem feios. Cheio de ondulações, imperfeições, remendos malfeitos com argamassa, diversas texturas. No meu apartamento ainda tem umas marcas de ponta de cabo de vassoura. Esse que eu estou olhando agora não tem. Eu mesmo só reparei nisso depois que já estava morando lá. Me deu uma tristeza de não ter colocado no documento de vistoria. Vai pra pasta de lições aprendidas.

Faz bastante sentido que os tetos sejam tão mal-acabados, afinal olhamos muito pouco pra eles, acho que nem as visitas reparam. Isso torna aqueles acabamentos em gesso que já foram febre na classe média uma piada de muito mal gosto, estético inclusive. Também tem o fato que por uma questão lógica os tetos sejam as últimas coisas a ficarem prontas em uma construção. Pensa comigo: primeiro prepara-se o chão, sobem-se as paredes e por último o teto. E as coisas que ficam por último em um projeto são normalmente mal feitas, porque o cronograma está atrasado, as pessoas que trabalham na linha de frente já estão cansadas e querem terminar bem rápido para partir pro próximo trabalho.

Ok, parece que esse assunto está bem resolvido. Mas a pergunta que realmente me incomoda, é o que eu estou fazendo olhando pro teto?


O ano novo é hoje

Janeiro 4th, 2008

Foi ontem também, mas eu estava arrumando meu guarda-roupa e não tive tempo de escrever. Vai ser amanhã e depois de amanhã novamente, mas pretendo me ocupar com outras coisas. Então escrevo hoje. Mas escrevo rápido e pouco, pois tenho muito a fazer.

Ano novo é assim, pelo menos pra mim. Tem um ano inteiro ainda pra virar alguma coisa, ainda não tem cara de nada. Eu comecei a pensar no que quero esse ano pra minha vida mas aí lembrei das minhas espectativas do começo do ano passado. Acho que nesse texto vou fazer um review delas por alguns motivos, sendo os principais:

- Eu trabalho desse jeito, estudei gerenciamento de projetos e lá ensinaram que é importante. Depois isso vira um documento formal de lições aprendidas. Bacana, né?

- Preciso acabar com o jejum de textos nessa bagaça.

- Estou sem cabeça pra bolar algo original e por isso vou fazer uma releitura de um texto velho de 1 ano atrás.

Então, sem muitas formalidades, vamos à avaliação da lista do ano passado. Colei a lista e bolei uma resposta simples depois de cada item. Você pode conferir a versão orgininal aqui.

Obviamente que eu ainda não ganhei. Quando isso acontecer, vou plagiar um amigo e contratar alguém pra dar uma    surra em todo mundo que lê esse site. Todas as 3 pessoas.

Esse eu acho que deu certo, mas tenho que perguntar pra outras pessoas.

Sou sim, mas posso ser mais. É sempre um desafio.

Desisti desse objetivo. Além da imensa probabilidade de que eu virasse estatística de acidentes de trânsito, acabei mudando de casa e estou perto do trabalho.

Mesmo de cima, no caso.

Poxa, eu consegui. Não foi sozinho, claro. Meu grupo era provavelmente o melhor da classe, todo mundo conversava, todo mundo conversava, ninguém tinha vaidade… É legal saber que existem pessoas adultas de verdade por aí. Foi ótimo conhecer essa galera,trabalhar com eles. Ah, e a nota final do TCC foi 9,5!

Estava mandando bem nessa. Não cheguei ao absurdo de fazer algo todo dia, mas tinha o boxe 3 dias por semana, futebol de terça e até rolava uma corridinha de vez em quando. Mas aí o futebol me deixou 3 meses de muleta. estou voltando aos esportes agora, na medida que o tornozelo permite.

Sucesso incontestável nesse. Mesmo considerando que eu estava com vida social quase inexistente em 2006, ainda assim 2007 foi um ano que me diverti bastante com as pessoas que eu gosto de passar tempo.

Sucesso parcial. Meus amigos ruins ainda são muito bons, hehehe. A parte legal foi ter ressucitado um pessoal com quem não tinha tanto contato.

É, fiz bastante coisa que não vale a pena esse ano. Como sempre, serviram de aprendizado, libertação e, como sempre, renderam ótimas estórias

Na medida do possível, minha saúde está melhor.

Esse eu extrapolei. Devo ter cumprido essa meta umas 3 vezes. Mas quando eu quiser eu paro.

Err… então. A luta contra o terroriasmo está atrapalhando meus objetivos.

Fiz. Foi ótimo e realmente me fez acender umas regiões inutilizadas do cérebro. Por mais estranho que pareça, logo depois do curso eu parei de escrever por aqui. Mas uma coisa não tem a ver com a outra. Essa explicação é pra outro texto.

Agora eu vou contar outra: Estavam em um avião um advogado, um papagaio e o papa…

NOPE, NOPE, NOPE, MAYBE.

Eu tentei, mas a vida não deixou. Pelo menos eu vivi.

Eu tentei. Quase consegui. Mas ainda não é uma barba de responsa.

Tenho que admitir que estava muito preocupado em fazer a diferença positiva para a minha pessoa exclusivamente. Não sei se conta, mas acho que fiz uma diferença positiva reunindo o grupo de amigos agora no fim do ano.

É… sim.

É… mais ou menos.

Até que sim, principalmente se considerar que o número anterior era zero.

Acho que não, mas agora eu pelo menos percebo melhor quando estou fazendo/sendo.

Não. Mas agora tenho uma bateria eletrônica. Sério.

Não

Serve bananeira?

Todos esses relacionados ao blog eu fracassei, com exceção de um: ganhar alguma grana. Os links patrocinados me renderam a incrível quantia de US$5,23. Mas só posso resgatar quando acumular 100 pilas americanas. Cest la vie.

A próxima será minha lista (já atrasada) de resoluções pra 2008. Abs


Pode mastigar, mas não é pra comer!

Novembro 9th, 2007

http://moda.terra.com.br/interna/0,,OI2062162-EI1119,00.html

Nota pessoal: Desculpe, mas senti uma necessidade absurda de compartilhar minha testosterona com o resto do mundo.

Juliana Didone

A atriz Juliana Didone foi uma das celebridades convidadas para estrelar o calendário da grife Maria Bonita. Nas fotos, Juliana aparece com uma blusa inteiramente confeccionada com caixinhas de chicletes coloridos.


Cases de Marketing que deveriam existir: Brócolis Ninja

Novembro 7th, 2007

Sim, existe um brócolis ninja. O que a maioria das pessoas não sabe, é da origem desse nome curioso. Não tem a ver com sua origem oriental, habilidades de matar silenciosamente ou até por ser um vegetal que vive escondido da sociedade. O fato é que o brócolis ninja é feio pra xuxu. Perdão pelo trocadilho. Mas agora vocês vão acompanhar…

A origem do nome “Brócolis Ninja”

O Problema: Os produtores sempre queimavam toneladas dessa mutação genética que aparecia em meio as plantações do Brócolis simples. Ano após ano, mesmo com milhares de dólares de investimento em genética, as ocorrências dessa variação de brócolis só aumentavam, e ninguém sabia a origem. Um cientista Japonês que preferiu ficar no anonimato fez a analogia e então surgiu a denominação científica de “mutação ninja”. Até hoje a origem não foi encontrada.

Análise: O produto tem certa rejeição pelas “decisoras de compra” pelo aspecto visual diferente do brócolis simples. Em pesquisas quantitativas, as “decisoras de compra” informaram que tem interesse em variações vegetais desde que seja seguro. Foi atestado também que todas tem dificuldades para que seus filhos comam verduras. Na pesquisa qualitativa que envolveu degustações e preparos individuais e em grupo, o sabor foi aprovado e a barreira inicial pelo aspecto horrendo do vegetal foi superado em 93,8% dos testes. Em algumas das famílias foi detectado um diálogo que nos levou à solução.

A Solução: Um grande trabalho de assessoria de imprensa e marketing profissional junto à escolas e nutricionistas. O produto será vendido para o consumo alimentar como “Brócolis Ninja, a preferida das crianças”. Todo o trabalho será focado na discriminalização do produto para adultos e crianças, ressaltando junto aos pais a facilidade que o produto traz na inserção de vegetais na dieta das crianças. O argumento é simples, conforme o diálogo abaixo:

Filho: O que é isso?
Mãe: É brócolis, filho! Come, faz bem!
Filho: Não gosto de brócolis! É horrível!
Mãe: Mas esse eu comprei especialmente pra você filho! É o Brócolis Ninja!
Filho: Ninja!? Hum…


Esgotamento Cerebral

Novembro 5th, 2007

A cabeça está cheia, mas é o mesmo que estivesse vazia. Nada adianta um super avançado sistema guarda-idéias quando você larga todas espalhadas, desalinhadas, competindo umas com as outras por atenção. A sensação de vazio continua te enganando e você busca mais informação. Busca e encontra e joga por cima das outras. Mistura, confunde, atrapalha. Já não tinha foco antes, agora tem menos ainda. Olha envolta pros livros, Cds, telefone e computador como se em algum desses itensestivesse a solução, a linha que puxa e desfaz o emaranhado. Levanta, anda, dobra o peito na janela, volta, gira a cabeça e estrala o pescoço. Tudo igual. Flexão de braço e abdominal, no chão do escritório não é normal. Pára. Pensa. Respira bem devagar. Começa olhar pra tudo mas não enxerga nada. É como se os olhos estivessem apontados para dentro da cabeça. Sim, tudo está lá: os problemas, as soluções as idéias e as alucinações. Hum, “tudo está lá”. Então se eu desligar “lá”, tudo para. Deixa eu tentar, pelo menos até acordar.


Domingo

Outubro 29th, 2007

Se esse dia tivesse um lema, um mote, um grito de guerra, seria algo parecido com o Lombardi dizendo: “É Domingo, dia de preguiça! Vamos dormir e coçar!”. Depois de escrever isso até vieo a musiquinha completa na minha cabeça. Versinhos como “Da vida não se leva nada, então porque trabalhar!?”.

Domingo é um dia de tanta preguiça, que esse texto era pra ter saído domingo passado e só veio agora. Não importa quantas coisas eu havia planejado para fazer no domingo, se não tiver nada a ver com descanso ou diversão, não faço. É a energia do dia, de descanso, quase um stand by. Como se o corpo soubesse que amanhã começa tudo de novo.

Chega de elaboração, hoje não é dia de complicar nada. Bom descanso


Sabadão cansadão

Outubro 27th, 2007

Hoje normalmente é dia de cuidar dos afazeres do lar. Limpa isso, compra aquilo, etc. Esse foi atípico. Depois de passar a madrugada acordado e trabalhando, pilhado, passei o dia em um curso, daqueles que exigem da cabeça. A casa ficou pro escanteio, mas por uma boa causa. Estou ultra-cansado, a ponto de dormir no teclado, mas o compromisso persiste.

É normalmente hoje que eu já tenho aquela listinha pronta do que falta em  casa, pra fazer as compras. Agora nessa fase de mudança normalmente tem alguma visita a algum lugar que vende coisas para o lar. Se não tiver nenhum programa pra noite, é mais difícil conseguir, mas ainda possível, se você dispõe de um arsenal de bons amigos e SMS provocadores.

Hoje foi diferente do padrão. Me enfiei voluntariamente em uma imersao de desafios criativos. E sem dormir. Ainda assim foi bem proveitoso. Toparia um desse facilmente pelo menos uma vez por semana. Estimulante.

Agora vou para a casa, banharme dormir um pouco e talvez acordar rumar para a Vila Olímpia, só pra tentar sair um pouco da Zona de Conforto. Se eu fracassar me perdoem, mas os limites do corpo gritam. Abs


Fuck Off! It´s Friday

Outubro 26th, 2007

Eu odeio a sexta-feira. Isso vai contra a maioria das pessoas e talvez seja por isso que eu odeio. Afinal, é na maldita sexta-feira que grande parte dos seres humanos se consideram no direito de interagir socialmente, com boas doses de álcool. O problema é que a humanidade que me cerca, popularmente conhecida como paulistano, e a cidade que nos contém, não estão preparados para esse dia da semana, tornando qualquer evento, por menor que seja, um programa de índio, de corno ou qualquer outro adjetivo para um tremenda furada.

Qualquer sociedade se comporta por padrões, fato. Não sou antropólogo, mas se eu fosse diria que tem algo a ver com a necessidade de inserção em um grupo por parte dos seres humanos, que descobriram lá na idade da pedra que tinham mais chances de sobrevivência juntos. Com o passar das eras, ao invés de simples grupos humanos, foram criando-se várias segmentações sociais, no começo mais por “quem tem posses” e “quem não tem porra nenhuma” mas o século vinte veio e complicou as coisas com várias descobertas, revoluções, gerando uma diversidade de tribos dentro da turminha dos humanos que nem o mais criativo rotulador de gente poderia imaginar. Mesmo assim existe um hábito quase predominante em todas esses círculos: sair na sexta-feira, não importa se você é do pagode ou headbanger, rico ou pobre, hippie sujo ou mauricinho(patricinha) engomadinho.

Ainda tem a parte que envolve a evolução das cidades, que por fatores sociais se organiza em blocos. Tem lugar certo pra tudo: morar, trabalhar e, obviamente, se divertir. Agora imagine o seguinte: São Paulo, quase 11 milhões de pessoas, sem considerarmos a região metropolitana (Guarulhos, Grande ABCD e adjacências), mais de 5 milhões de veículos, e todos indo para as mesmas regiões na hora da balada. Um nome bom pra isso seria “efeito funil”. Se você quiser piorar, adicione água. Se existe coisa pior que o trânsito de sexta, é o trânsito de sexta com chuva.

E aí, nesses lugares, depois de passar algumas horas no parado dentro do carro, ouvindo uma diversidade de tons de buzinas e assistindo o verdadeiro instinto egoísta dos motoristas desesperados, você chega a um lugar aonde vai conviver com algumas pessoas que passam boa parte da vida sem qualquer tipo de convívio civilizado. Aí é um tal de puxa menina pelo cabelo pra cá, sobe no balcão pra lá, grita, ri e chora, tudo muito alto, muito escandaloso, transbordando. Antes na receita tinha água, agora adicione álcool, muito álcool.

Mais uma vez a coisa pode ser explicada com alguma mitologia: é o dia de Afrodite, deusa da beleza e do sexo, (entre outras menos interessantes relacionadas ao amor) coisas que despertam os intintos mais básicos dos seres humanos. Matava qualquer mortal que quisesse comparar sua beleza à dela, queria ser gostosona da balada. E certa vez um professor disse (não oficialmente) que as sacerdotizas de Afrodite eram uma espécie de garota de programa divina: as pessoas pagavam para fazer sexo com elas como uma forma de contato com a Deusa.

A sexta-feira deve ser o dia que o Nelson Rodrigues viu ao vivo a maioria de suas histórias, tenho quase certeza.


Quinta dos céus e dos infernos

Outubro 25th, 2007

Não é mais quinta. Escrevo na madrugada de sexta, na tentativa quase patética de manter este compromisso. A cada dia e cada texto me sinto salvo, checkpoint. Eu assumi publicamente, mas o desafio é puramente individual. Se fracassar, é só comigo.

Dia fácil e difícil, tudo ao mesmo tempo, paradoxo como sempre. Fácil pra tudo que necessitava de atitude, e sempre complicado pra qualquer atividade que envolvesse o mínino de pensamento. Tudo que dependia de ação eu resolvi, o que dependia de cérebro, estraguei.

É o dia dos deuses do trovão, Zeus e Thor. Rápidos, certeiros e sempre em pontos com desequilibrio de energia, trovões não erram o alvo. Me senti um trovão hoje, pro bem e pro mal. Mesmo que o mundo precise de alguns trovões pra encontrar o equilíbrio, nunca está preparado para o impacto. A troca de energia é um processo simples, mas oneroso…

O que me fez começar esse texto foi atitude, o que me faz terminar são os pensamentos. Quinta-feira é o dia anterior ao Armaggedon, até amanhã.


Quarta-feira Cinza

Outubro 24th, 2007

Belo dia pra desistir, vontade não falta. Chuva o dia inteiro, péssima noite de sono com febre e dor de garganta. Os compromissos assumidos ao longo dos dois primeiros dias começam a encavalar para o final da semana e eu percebo que será bem complicado(praticamente impossível) fazer tudo. Tirando a chuva e a doença, esse misto de quase-cansaço e começo de desespero tem a cara da maioria das quartas-feiras.

E foi por isso que Deus(Alá, Buda, Iemanjá ou quem sua crença preferir) em sua imensa sabedoria fez desse dia uma data de comer feijoada e assistir futebol. Bastante apropriado se considerarmos que, para os católicos, foi nesse dia que Deus criou o Sol.

Apesar da mega-nhaca provocada pelo clima e (falta de) saúde, admito que o dia foi produtivo para as questões intelectuais. Não resolvi tudo que precisava, até em respeito às características do dia, mas resolvi com certa facilidade o que botei a mão. Acho que devo essa pro Hermes, Mercúrio pros romanos, um dos top 12 do Olimpo que se destacava pela inteligência, ou por Odin, o deus mais fodão da mitologia nórdica. Entre os seus incontáveis adjetivos, era também deus da sabedoria. O cara era tão malandro que se enforcou só para obter o conhecimento dos mortos e depois ressuscitou.

Faz sentido ser o dia que você está com a cabeça boa. Normalmente é na fase intermediária que você mais precisa dela. Meio exato da semana, a quarta-feira também divide os dias de calma, tranquilidade e perspectivas dos dias de caos, sucessos, fracassos e excessos.


Próxima Página »